. Ando há volta de uma hora à procura de uma música...que talvez me caracterize...talvez me identifique...
Que quem sabe consiga resumir...30 anos de percurso.
Passei pelos habituais clássicos...desde Sinatra até ao fantástico clássico dos Muppets...o meu conhecido Manah manah, passando pela minha musica do dedo no ouvido!
Mas não consegui encontrar algo que me satisfizesse por completo.
E a razão é muito simples!
Quando olho para trás vejo um percurso repleto de historias...cada uma com a sua banda sonora.
Historias a rebentar de amores, desamores, tristezas, alegrias, festas, ressacas, derrotas, glórias, etc, etc, etc mas principalmente... muitos, muitos amigos...
...e como se resume tudo isso!
Simplesmente não se resume...sente-se!!!
Sei que vou passar o próximo ano com toda a gente a gozar comigo por ser o "velho" do grupo...já foi assim com os 29...imaginem com os trinta!
Mas a verdade é que me sinto melhor que nunca! E estes TRINTA são apenas 3x 10.
E vistas bem as coisas...tripliquei a criança que há em mim!!! . . .
Hoje vou tentar ser rápido para não chatear muito!!!
Ora então...
No outro dia vinha eu da minha "casa na praia" (o meu trabalho, entenda-se)...e seguia confortavelmente pela auto-estrada a uma velocidade, um ou dois quilómetros acima do permitido...
Nada de grave, portanto!
Mas ainda assim assustei-me, quando pelo canto do meu olho direito vislumbrei um carro patrulha da brigada de trânsito, estrategicamente escondido atrás de uma passagem superior, tal qual predador pronto a atacar a presa.
Obviamente reduzi, crente que não daria nas vistas, aliás, eu e todos que lá passavam!
Também nem sei porque fazemos isso...as travagens às vezes são tão grandes que até chia...mas nós lá devemos pensar: -Uff! Eles assim não percebem que íamos a abrir. (Enfim!)
Mas depois fui os quilómetros seguintes a pensar: -Temos uma polícia mesmo fixe! Ali escondidos...ninguém dá por eles! Espectáculo!
E já me estava a imaginar a ter uma discussão com colegas de outros países que se gabam de ter bons sistemas policiais...
Do tipo...
(Amigos de países com bons sistemas policiais) -Ah...lá nos nossos países para reduzirmos o número de acidentes e mortos na estrada, aumentámos o número de polícias, há mais carros patrulha a circular, assim as pessoas respeitam mais. E vocês em Portugal?
(Eu) -Puffff! Mas os nossos são muita melhores!!!
(Amigos de países com bons sistemas policiais) -O que é que eles fazem?
Isso mesmo...podem ficar descansados porque eu estou bem! (e lá continuo eu crente que alguém ainda lê isto)
Quer dizer...pelo menos alguns enfermeiros lêem!
O senhor lá deve ter feito uma pesquisa no Google e viu que eu falava deles...pronto...ficou muito ofendido!
Oh senhor! Não ligue àquilo que eu digo...eu sou tolinho!
Mas a verdade é que eu fiquei a pensar...
Imagina que é um dos Senhores das Feiras Populares (que também andaram em luta nestes últimos tempos) que faz a pesquisa...?!
Vai-se a ver e encontram o seguinte texto:
"Composição:
A Feira Popular
Eu gosto muito da Feira Popular. Na Feira Popular há máquinas de pipocas e Carrosséis. Mas eu gosto mais é dos Carrosséis. Uma vez andei num Carrossel e andei na Girafa porque o Cavalo estava ocupado e eu já não gostei do Carrossel. Quando for grande quero andar na Montanha Russa porque a minha mãe diz que a Montanha Russa é só para os grandes.
João Manuele, 8 anos, 3º A"
1 Comentário:
"Se o senhor João Manuele não gostou da girafa...eu tenho muita pena...pois a Girafa é um animal que merece tanto respeito como o Cavalo.
Além do mais é um desrespeito pelo nosso trabalho, porque o Zé, o meu estimado colega que pinta os animais do Carrossel, gasta muito mais tinta por causa do tamanho do pescoço, e faz um esforço muito maior para a pintar porque ele é baixo.
Todos nós temos que andar de Girafa pelo menos uma vez na vida, nem sempre podemos andar de Cavalo, nem no carro a imitar o Kit, com as luzes à frente, ou nem mesmo na Bicicleta de Corrida com a buzina.
Sinceramente espero que cresça depressa, assim não se queixará mais dos Carrosséis!
Autor Anónimo"
E vistas bem as coisas...todos nós temos que andar de Girafa pelo menos uma vez na vida!
Em primeiro lugar, imensas desculpas pela minha ausência!
Tenho levado uma vida um bocado aborrecida por isso tem me faltado alguma inspiração, mas prometo voltar agora em força!
E sem perder mais tempo e mesmo a propósito vou arrancar com um tema bem forte!
A greve dos enfermeiros.
Que é um assunto que me preocupa e então gostaria de deixar aqui uma palavra de apreço aos enfermeiros...que coitados...
...num país onde há famílias inteiras a ficar desempregadas, a taxa de desemprego aumenta vertiginosamente, centenas de licenciados que lutam por conseguir um primeiro emprego para subsistir...
Eles desgraçadinhos...agora já têm que procurar ...emprego, enviar o currículo, pelo menos, para dois lados para o conseguir.
E depois nesse primeiro emprego só lhes pagam 980 euros!!!
Que crueldade!!!
Vejam só este vídeo que eles fizeram sobre a sua luta. (Se não vejam já o outro mais abaixo, que traduz logo na primeira frase aquilo que eu penso sobre esta situação).
Força enfermeiros!!!
E vistas bem as coisas...nós até somos bem atendidos nos postos de saúde por esse país fora!
Um grande 2010 (para aí 365 dias) para todosss!!! :D
Só mesmo para terminar o especial Natal vou deixar a minha versão do maior conto de Natal da História.
Na minha opinião há algo de muito mal contado nesta história, porque se não vejamos:
A começar por Maria, vê-se logo pelo nome que é "árabe", qual Jasmin, qual Aisha, não...Maria! Há personagens da Disney com nomes bem mais credíveis!
E agora imaginem a cena, Maria chega a casa e diz:
Maria: - Oh mãe! Acho que estou grávida.
Mãe. - Não posso??!! Oh filha como é que tu fizeste isso? (como se a pergunta já não fosse ridícula...topem a resposta)
Maria: - Ah...foi um anjo!! (Yah!)
Despois esta é outra...um anjo, e vejam o nome...Gabriel...certo!
Maria: - Pois...mas o filho não é dele!
Mãe: - Ai não? Então?
Maria: - Vou ter um filho de Deus!
Mãe: - Ah pronto...assim está bem!
Então temos: Uma árabe chamada Maria que no meio do deserto encontrou um anjo que lhe fez um filho de Deus. Claro...faz sentido!
Depois aparece o José. Quem José? Ninguém sabe ao certo mas a verdade é que ele foi o escolhido para ser o corno mais conhecido da História. Sim. porque o homem nem como pai passou, porque o puto andou a vida toda a chamar pai a outro...Pois então...se eu posso ser filho de Deus, porque raio hei-de ser filho de um carpinteiro!
Depois...
Há um puto que nasce numa barraca e toda a gente sabe. Sim, porque isto de um puto nascer com más condições, devia ser um acontecimento único a 2010 anos atrás!!!
Vem então a tal parte que eu gosto muito: os Reis Gaspar (nome de boneco que fala com um manjerico), Baltazar (nome de merceeiro), Belchior (acho que é o único nome credível da história toda). Então 3 reis vindos ninguém sabe bem de onde, aparecem a seguir uma estrela e vão dar com um curral no meio do deserto. Certo! Ou seja, são os típicos padrinhos que vão ao batizado (que nem foram), dão uma ou duas prendas (por falar nisso...o que foi feito do ouro) e nunca mais aparecem. Enfim...quem não tem um padrinho assim?!
E vistas bem as coisas...Com uma mãe que é capaz de inventar uma história destas, como é que o rapaz havia de ter uma vida normal???
PS: Agora vem a grande revelação que a Manépedia descobriu.
Maria era portuguêsa!
E porquê perguntam vocês!!!
Eu vou revelar:
Nos Evangelhos Maria faz uso da palavra por sete vezes, e na única que faz sentido...Maria diz o seguinte:
Olá Luís! O meu nome é Luís e basicamente sou “Tu” à 24 horas atrás.
Em primeiro lugar deixa-me lembrar-te que moras na Pedrulha com os teus pais, estudas Informática no Pólo 2 e tens um irmão, o Nuno. A tua namorada chama-se Marta e não Viktória Seminova. Gostas muito de polvo e bacalhau e detestas arroz de cabidela, lampreia e Mon Cherry.
No momento em que estás a ler isto já passaram cerca de 24 horas da “Chiba Natalícia”.
Eu sei o que estás a pensar neste momento: “Foda-se o que é que se passou ontem?” Não te preocupes com a dor de cabeça, se olhares para o teu lado esquerdo podes ver que tomei a liberdade de te deixar à mão um Brufen, uma aspirina e um copo de água fresquinha.
Certamente que a dor de cabeça te está a matar mas o que realmente de deve estar a dar cabo do corpo é o ardor intenso que sentes nos “colhões”, bem... isso é o que acontece quando se anda a escorregar num corrimão de ferro, mas todo nú.
Quando às dores que sentes no rabo, sim... por causa dos dois buracos que parecem feitos por marradas de corno e que tens nas costas, lembras-te quando o Mané disse que deviam encarnar uma personagem do presépio? Muito bem... decidiste que serias o burro não foi? Pois então tens que perceber que os burros não montam nas vacas muito menos com o boi por perto.
Quanto ao sangue na camisa, não te preocupes, não mataste ninguém, mas é obvio que comer galinha viva sempre faz algum lixo, especialmente porque elas sem cabeça estrabucham um bocado.
Quando a tua mãe te chamar prá mesa, diz simplesmente “já vou”, o “dança bebé” é capaz de ficar um bocado mal. Se quiseres saber do teu irmão, liga à Inês ela tomou conta dele de certeza.
Haa! e é verdade! Se ouvires tocar à campainha não abras, simplesmente atira as chaves que tens no bolso pela janela, provavelmente são dois policias simpáticos que apenas querem o carro de volta.
No que diz respeito ao Natal e às prendas, sempre houve uma grande contradição na família que me faz, a cada ano que passa, reflectir mais e mais sobre o assunto: uns fizeram-me acreditar que era o velhote gorducho de barba branca que descia pela chaminé e deixava as prendas debaixo do pinheirinho, outros enfiavam-me a tanga de que era o Menino Jesus quem deixava as prendas num sapatinho.
Comecemos então pelo Menino. Parece que um casal de poucas posses foi passar férias à Nazaré em Dezembro (era na Nazaré, certo?) e a senhora, que se diz que é virgem, deu à luz um menino. Isto cheira logo mal quando pensamos nas razões que levam um casal a ir para a praia em pleno Inverno, a não ser que tenham ido para a passagem de ano mais cedo. Depois, a senhora virgem, afinal estava grávida “por obra e graça” de um tal de Espírito Santo (devia ser um funcionário do banco, ela é que não quis dizer) e, em vez de ir direitinha à maternidade, decide ir ter a criança num estábulo todo sujo. E é aqui que surge a questão mais intrigante: o que tinha de especial este bebé, ainda por cima filho bastardo, para atrair à sua presença três reis? Reis… e mais! Eram magos! E levam-lhe prendas porquê? Neste ponto levantam-se mais algumas dúvidas interessantes. A primeira tem a ver com as prendas que eles levaram: acredito que os pais até fiquem contentitos quando o petiz recebe ouro, porque fica para eles e depois vão ao Cash fazer alguma nota. Agora, para que é que o puto quer incenso e mirra?? O incenso é das piores prendas que se pode oferecer e que raio é a mirra? A segunda grande intriga está na justificação que se dá para a visita dos reis… “ah e tal a malta estava a dar umas voltas de camelo e vimos uma estrela que nos indicou a direcção do estábulo”. Mas que treta é esta? Se eu desse uma desculpa deste tipo a alguém era porque, certamente, estava num estado tal de embriaguez e sob o efeito de fortes estupefacientes que já via estrelinhas, conduzia a mota a pensar que conduzia um camelo e achava que um bebé ranhoso era o Salvador sei lá de quê. E pronto, mais uma plausível história católica que sempre serviu ao povinho como uma óptima desculpa para trocar presentes. E porque é que a criança havia de, precisamente no dia do seu aniversário, deixar presentes nos sapatinhos das pessoas? Quanto muito oferecia uns balõezitos e uns apitos, que os putos são, como toda a gente sabe, materialistas e egoístas. A cena da ceia de Natal é que não encaixa nesta história toda. A não ser que se tenham lembrado da última ceia do Menino que já não era menino nenhum e aposto que nem aí se comeu bacalhau nem peru.
O Pai Natal é bastante mais plausível. Os gajos da Coca-Cola sabem bem o que fazem! Ora vejamos: um velhinho com barba e fato vermelho é coisa banal, pode até ser caridoso ao ponto de dar prendas aos meninos (não fazer confusão com Carlos Silvino). Se o tal velhote viver mesmo na Lapónia não me espanta que tenha umas quantas renas para puxar o trenózito enfeitado com guizos. Já a questão do trenó voar e dele dar prendas aos miúdos do Mundo inteiro faz parte daquele conjunto de pontos que se acrescentam a um conto. E nenhum velhote se põe a descer chaminés à doido, não é? O facto de ele ter uma fábrica de brinquedos e um monte de duendes a trabalhar para ele de borla é que já me parece uma metáfora para qualquer coisa relacionada com escravatura, mas isso é uma coisinha a investigar. Outra é ele ser Pai. Mas pai de quem? Além dele e dos duendes só se ouve falar na Mãe Natal. Que eu saiba não há nenhum Filho Natal. E a questão da ceia volta a não encaixar aqui porque se o senhor trabalha na noite de 24 para 25 de Dezembro, a não ser que nessa noite a Mãe Natal decida fazer um jantar especial para os duendes todos como recompensa pelo trabalho que desenvolvem ao longo do ano inteiro, ao contrário do marido que só se mexe um dia por ano! Mais do que isto, incentiva os miúdos a escreverem cartas com os pedidos e depois são os pais que têm de desembolsar porque não vão desiludir a criança nem criar-lhe o trauma da descoberta da inexistência do Pai Natal. E mais tarde torna-se uma obrigação ritual e pronto, é o que se vê.
Ainda assim não me queixo desta época, até porque gosto das luzinhas e da árvore enfeitada, de comer coisinhas boas e altamente calóricas, da lareira acesa e da casa cheia. Só não posso com duas coisas: os anúncios de perfumes, que de repente surgem que nem cogumelos, e depois há aquela mania de pôr os tristes a falar francês, o que me irrita profundamente, e os Pais Natais toscos, que se compram nos chineses para pendurar nalgum lado, como se os pobres de pernas moles fossem subir ao telhado para descer pela chaminé. Metem medo!
Festas felizes!
E vistas bem as coisas...desta vez foi a cor de rosa!